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PAE

Plano de Ação de Emergência (PAE) de Barragem

O PAE define o que fazer quando a barragem oferece risco: quem é avisado, em que ordem, como a população é alertada e por onde ela sai. Tudo parte de um estudo de ruptura bem feito.

O que é o PAE

O Plano de Ação de Emergência estabelece as ações a serem executadas pelo empreendedor em situação de emergência, e os procedimentos de alerta e notificação das autoridades e da população potencialmente afetada.

A base técnica do PAE é o estudo de rompimento (dam break): a simulação da onda de cheia gerada pela ruptura hipotética, com tempo de chegada, altura da lâmina e velocidade ao longo do vale a jusante. Dele saem a mancha de inundação e o mapeamento da ZAS e da ZSS.

Quem precisa

Barragens enquadradas na PNSB cujo dano potencial associado exija o plano, conforme o órgão fiscalizador. Em Pernambuco, por exemplo, a APAC exige o PAE para barragens de dano potencial alto ou médio.

Em barragens de menor porte, alguns órgãos aceitam métodos simplificados de estudo de ruptura e de mapa de inundação. A escolha do método precisa ser justificada no relatório.

Prefeituras e defesas civis também usam o estudo de ruptura para planejar a ocupação a jusante e os planos de contingência municipais.

O que entregamos

  • Estudo de ruptura: hidrograma da brecha, propagação da onda e mapa de inundação do pior cenário
  • Delimitação da Zona de Autossalvamento (ZAS) e da Zona de Segurança Secundária (ZSS)
  • Tempos de chegada, lâminas e velocidades em pontos de interesse
  • Cadastro das edificações, vias e equipamentos na área atingida
  • Fluxograma de notificação, níveis de alerta e responsabilidades
  • Rotas de fuga e pontos de encontro validados em campo
  • Mapas em escala de engenharia, ART e relatório em Word e PDF

Como executamos

  1. 01Modelagem hidrodinâmica em HEC-RAS 2D sobre modelo digital do terreno, com brecha dimensionada por método reconhecido.
  2. 02A ZAS é definida pela distância que a onda percorre em 30 minutos, conforme a Resolução ANA 236/2017, salvo outro tempo indicado pela defesa civil.
  3. 03Verificação de edificações e rodovias por cota, comparando o terreno com o nível d'água do modelo, e não apenas pela mancha desenhada.
  4. 04Cartografia em folhas de detalhe sobre imagem de satélite, com grade UTM, isócronas de chegada e lâmina da onda.
  5. 05Rotas de fuga e pontos de encontro só entram no plano depois de validação de campo e articulação com a defesa civil local.

Projetos executados

Barragem Bonsucesso

Barragem Bonsucesso

Sossego / PB — SNISB 059 · 2025 — 2026

Barragem cadastrada como Classe A a partir de dados de projeto, sem levantamento próprio do reservatório e sem estudo de ruptura. Executamos ISR e ISE com topografia GNSS RTK, curva cota-área-volume, estudo hidrológico-hidráulico e ruptura hipotética em HEC-RAS 2D. A onda permanece confinada ao talvegue, com folga de 78 m para a PB-167, o que sustentou a reclassificação para Classe D.

84,95 km²
Bacia contribuinte estudada
2,85 hm³
Capacidade atual apurada
31 / 7
CRI e DPA recalculados — Classe D
Barragem do Cipó

Barragem do Cipó

Caruaru / PE — SNISB 7783 · 2025 — 2026

Diagnóstico geotécnico do maciço e da fundação, batimetria, sondagens SPT, ensaios de caracterização, estudos hidrológicos e hidráulicos, ISR e ISE, e projeto de descomissionamento e descaracterização controlada do barramento, com protocolo junto à APAC e à CPRH.

160.418,76 m²
Batimetria registrada em CAT
31,50 m
Sondagem SPT
420 m
Extensão do barramento

Veja todos os projetos e o acervo técnico na página inicial.

Perguntas frequentes

O que é a ZAS?+

É a Zona de Autossalvamento: o trecho do vale em que não há tempo hábil para a intervenção das autoridades, e o empreendedor deve garantir o alerta e a saída da população. Pela Resolução ANA 236/2017, corresponde à distância a que a onda chega em 30 minutos, salvo outro tempo indicado pela defesa civil.

Todo PAE precisa de HEC-RAS 2D?+

Não necessariamente. Depende do porte da barragem, do dano potencial e do que o órgão fiscalizador aceita. Barragens maiores ou com ocupação densa a jusante pedem modelagem 2D. Para casos menores, um método simplificado pode bastar, desde que justificado.

O estudo de ruptura serve só para o PAE?+

Não. Ele também sustenta a reavaliação do dano potencial associado. Na Barragem Bonsucesso, a ruptura hipotética em HEC-RAS 2D mostrou a onda confinada ao talvegue e embasou a reclassificação da estrutura.

Quanto tempo leva?+

Depende da disponibilidade de topografia, do tamanho do vale e da exigência do órgão. Passamos o prazo na proposta, depois de conhecer a barragem e o que já existe de dados.

Base normativa: Lei nº 12.334/2010 (Política Nacional de Segurança de Barragens), alterada pela Lei nº 14.066/2020, e Resolução ANA nº 236/2017, alterada pela Resolução ANA nº 121/2022. Periodicidades, prazos e formatos de protocolo variam conforme o órgão fiscalizador (ANA, APAC, AESA, INEMA, IGAM e outros), e conferimos a regra aplicável a cada barragem antes de definir o escopo.

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